quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A palavra é gratidão

Ao finalizar o ano de 2016 e iniciar a caminhada de 2017, na Paróquia da Ascensão, temos uma palavra que precisa ser dita e fazer eco em nossos corações. Esta palavra é: gratidão. No ano do nosso centenário, é preciso reconhecer e afirmar que até aqui o Senhor nos conduziu, nos ajudou, nos socorreu. Conforme diz no primeiro livro de Samuel (7.12). E, daqui e agora, para frente, seguiremos nosso caminho, sempre com a graça de Deus. 
Quando vejo o templo e as pessoas, sinto forte o desejo de dizer “Obrigado, Senhor”. Pois, sei que esta casa de oração, este lugar acolhedor e estas pessoas dedicadas na missão, são dons do próprio de Deus e tenho a convicção de que para este lugar e para estas pessoas, o Senhor me conduziu. E aqui estou para reunir esta parte do rebanho de Cristo e com ela trabalhar para ampliar a missão e o povo de Deus. 
Quando leio a história centenária desta comunidade, registrada no livro do Reverendo Oswaldo ou quando os mais antigos me relatam o que já viveram, também sou tomado pelo sentimento de gratidão. E quero finalizar este ano fazendo da palavra gratidão um mantra. Isto é, um vocábulo com força espiritual, como energia e vitalidade para seguir a caminhada de um novo ano.
E convido esta congregação a cultivar o sentimento, o valor e a mística da gratidão. Neste tempo de Natal, vamos agradecer pela história de 100 anos, pela graça de celebrar este centenário e a oportunidade de acolher a igreja diocesana para um concílio. Vamos agradecer pela celebração do dia sete de agosto e por todos os outros momentos celebrativos, pelas reuniões e encontros, pelos sacramentos aqui realizados, pelas pessoas que vieram e ficaram e também por aquelas que não ficaram, mas que passaram por nossa igreja. Como diz nosso hino preferido, o número 70 do Laudate – “Graças dou”: demos graças por tudo, pelo passado, presente e futuro, pelas bênçãos e esperanças que superam as dores e aflições. Rendamos graças pelo amor e pela paz no coração, pelas preces e pelos abraços, sorrisos e encontros que consolam e curam os sofrimentos, que aliviam as lágrimas e nos fazem sonhar e acreditar na vida. Demos graças! 
A Deus e as pessoas, minha terna gratidão pela oportunidade de estar aqui e sempre poder lembrar o que vi e ouvi. Gratidão porque vi crianças abraçando este templo, brincando ao seu redor e aprendendo a cuidar do meio ambiente, através do projeto Teresópolis Eco Criança. Também vi o coral de crianças dos índios Guarani, cantando dentro deste templo, como sendo lugar escolhido para o cantar da terra sem males. Também pude ver as crianças da Vó Georgina confraternizando o Natal aqui conosco e nós e ela fazendo planos de parcerias. Eu vi esta igreja iluminada e cheia de fieis, em cerimônia festiva, com bispos, presbíteros, diácona, ministros, acólitos, pregadores, convidados de perto e de longe. Mas, eu também vi gente desconhecida aqui chegar e encontrar a igreja de portas abertas, podendo entrar e orar e sair com a satisfação de ter Deus ouvido seu silêncio. Eu vi pessoas dedicadas e incansáveis na obra de Deus, trabalhando com alegria no testemunho da fé, da esperança e do amor.
E por tudo isso, a palavra é gratidão.
Feliz e Abençoado 2017.
Reverendo Pilato Pereira - IEAB
Pároco da Ascensão.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Mensagem Episcopal de Natal

E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo (Lucas 2.10)

Queridas irmãs e irmãos em Cristo, 
e todas as pessoas de boa vontade, 
paz na terra, da parte do Senhor Jesus:

A sociedade brasileira está dividida em sua unidade. Dividida porque avalia de forma diferente os processos políticos e jurídicos que dominam o cenário nacional, e suas boas e más conseqüências para o povo brasileiro, em especial as pessoas mais vulneráveis socialmente e economicamente. Receitas de diminuição drástica do Estado, em todos os níveis, voltam à tona. Em princípio o discurso é de preservar aquilo que as pessoas que contribuem dão sem receber quase nada de volta. Promete-se de pé junto que políticas públicas como saúde e educação não serão afetadas, pelo contrário haverá mais recursos para isso. 
Neste Natal milhões de pessoas desempregadas estarão mais tristes. Profissionais que dedicaram toda sua vida ao serviço público perderão seus postos de trabalho. Pessoas das áreas da saúde e educação continuarão a receber menos que as que trabalham em bancos e financeiras. A classe política e o poder judiciário, principalmente, além de pessoas da cúpula do serviço público, continuarão recebendo acima do limite constitucional, além de outras regalias completamente incompatíveis com a crise que se anuncia. A violência no Estado do Rio Grande do Sul continua crescendo em níveis tão assustadores quanto insuportáveis, e diante dela vozes vingativas proclamam o assassinato de criminosos como solução, ou a redução da maioridade penal, em um sistema carcerário que só produz mais ódio e capacita para a morte. Quem fale em Direitos Humanos será mal visto ou mal vista, e quem fala e luta por reconhecer a diversidade recebe o rótulo de “imigo(a)” da família. Tem gente que usa até a liberdade democrática, tão duramente conquistada depois de anos de autoritarismo e tortura, para pedir a volta da ditadura militar. Enfim, vivemos uma noite bem escura! As luzes do combate a corrupção iluminam pouco, e o vento frio do medo nos castiga por todos os lados...
A imagem dos pastores de Belém, cuidando suas ovelhas, na noite fria, se aproxima, a meu ver, do que estamos passando. Foi ali, não nos palácios iluminados, que a Glória de Deus se manifestou anunciando uma “grande alegria para todos os povos”. A essa alegria eu me apego, em oração e esperança. Esta noite passará, o dia vai amanhecer e Nosso Senhor, desde sua fragilidade, nos iluminará. 
Que este Natal seja união para as famílias, para todas elas, em toda sua diversidade amorosa! 
Que este Natal seja - para quem vive no vazio da morte, o desanimo do desemprego e da injustiça vil, a dor da morte e da violência - um tempo para reafirmar a resistência do amor, e encontrar nossas manjedouras a partir de onde possamos retomar a caminhada, sabendo que nunca estaremos sós! 
Feliz e abençoado tempo de Natal, no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso servo

Dom Humberto Maiztegui Gonçalves

Natal, tempo de esperançar

Os Evangelhos revelam que um menino pobre de nome Jesus, filho de Maria e José, que nasceu num lugar muito humilde da Palestina, é o Cristo, Filho de Deus, o Messias, Redentor e Salvador da humanidade. Este fato deve causar um sentimento de alegria imensurável, porque nos diz que Deus se fez humano e veio nos visitar. E, em nosso meio, Deus se fez gente como nós. 
É fascinante crer num Deus que fez o céu e a terra e tudo o que existe, mas é extraordinariamente fantástico crer num Deus que tem compaixão, que vem ao nosso encontro, que valoriza a nossa imagem de gente, colocando-se no lugar dos mais pobres entre os pobres desta Terra.
Se tivéssemos que dizer uma palavra de agradecimento para Deus, não a teríamos. Deus, por sua ternura e bondade, aceita nossos ritos, danças, gritos e canções de louvor e gratidão, mas nos pede algo a mais, não para Ele, mas para a humanidade. Deus nos pede a compaixão, o amor e a solidariedade para com nosso semelhante – semelhante, que às vezes pode ser diferente na fé, na cultura e em tudo, mas é humano, como o próprio Deus se fez.
Celebramos o Natal anualmente, mas nem sempre nos damos conta de seu verdadeiro sentido. Muitas vezes ficamos apenas no aspecto comercial e nos esquecemos do que realmente é o mais valoroso. Claro que não podemos negar a importância de dar presentes, visitar e arrumar os ambientes, mas que tudo isso não ofusque o mais importante, de que o Natal é o evento em que Deus se fez gente. Por isso, podemos celebrar o sentimento da maior alegria possível num coração humano. Deus vem nos visitar.
Deus é conosco, portanto, fiquemos alegres. Deus é gente como nós, portanto, amemo-nos uns aos outros como Ele nos ama. Deus tem compaixão e valoriza a nossa humanidade, portanto, tenhamos mais esperança. 
Que neste Natal habite em nós a esperança de esperançar, de acreditar e buscar nossos sonhos, de lutar e resistir, com amor e alegria, na defesa da vida.
Feliz Natal e Abençoado 2017.
Reverendo Pilato Pereira – pároco da Ascensão.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

III Chá Comunitário da Paróquia da Ascensão

O 3º Chá Comunitário da Paróquia da Ascensão acontecerá no dia 12 de novembro, as 15 horas. Não são vendidos ingressos, cada participante que vem confraternizar oferece sua contribuição livre.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tempo para a Criação - 1º de setembro a 4 de outubro

Tempo para a Criação 2016
Rezar e cuidar da criação
Pessoas cristãs de todo o mundo oram e cuidam da criação, juntas

Em 1989, a Igreja Ortodoxa proclamou o 1º de setembro como o Dia Mundial de Oração pela Criação, e, desde então, muitas outras igrejas cristãs se juntaram e o dia foi expandido para ser uma temporada, até 4 de outubro, na data da Festa de São Francisco de Assis.
O “Tempo para a Criação” tornou-se um evento ecumênico desenvolvido pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo unir as igrejas num chamamento para observar e viver uma temporada de oração, reflexão sobre o cuidado e o uso justo dos dons da natureza que recebemos de Deus.
Mais recentemente, em 2015, após ter lançado a Carta Encíclica Laudato Si - Sobre o cuidado da casa comum, o Papa Francisco instituiu o 1º de setembro como o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Cada vez mais a iniciativa do Dia ou da Temporada da Criação ganha força para conclamar as pessoas cristãs de todo o mundo a orar e cuidar da criação, juntas. Assim testemunhamos nossa fé no cuidado da criação e, da forma mais original e sincera, podemos louvar e bendizer o nome de Deus criador e defensor da vida.
O arcebispo de Cantuária, Justin Welby pediu aos anglicanos para se juntar aos cristãos em todo o mundo e tomar parte nesta campanha:
"O resultado da mudança climática não é potencialmente ruim, é potencialmente fatal, para os países e regiões do mundomais frágeis, e para os bilhões de pessoas que vivem nelas."
E o que pode ser feito durante o Tempo para a Criação?
Orar para que o Espírito Santo nos oriente nas palavras e ações em defesa da vida;
Montar equipe de planejamento de diaconia e cuidado da vida;
Procurar membros e lideranças de outras denominações cristãs em nossas cidades para propor um culto ecumênico, seguido de outras ações em conjunto. Provocar o diálogo;
Propor, marcar eventos que chamem atenção para a campanha Tempo para a Criação. Existem meios de divulgação e tudo o que for realizado, por menor que seja, é importante divulgar para contagiar mais pessoas a se somar e acreditar que é preciso orar e cuidar da criação juntos.Podem ser realizados eventos fora da data de 1º de setembro.Cada evento pode ser registrado no site <http://seasonofcreation.org>. Todo e qualquer evento que for organizado, visando a campanha, é importante que sejam convidadas pessoas para falar, orar e facilitar o debate, certificando-se de ter uma diversidade de denominações representadas, se possível.Seria importante que todo evento da campanha culminasse com uma chamada para ações concretas de continuidade. Lembre-se que é preciso avaliar e celebrar as realizadas.
AGIR PELA CRIAÇÃO: Além de orar, há uma necessidade urgente de medidas para combater a crise ecológica.
Fonte: Cristãos oram e cuidam da criação, juntos. (http://seasonofcreation.org)

Tempo para a Criação - (1º de setembro a 4 de outubro)
III Semana Franciscana da Diocese Meridional - (04 a 11 de outubro de 2016)

Retiro e Caminhada Ecológica – Caminhando com Clara e Francisco
Data: 08 de outubro de 2016
Local: municípios de Stº. Antônio da Patrulha e Caraá(entre Evaristo e Quebrada, próximo da nascente do Rio do Sinos)
Comunidades: Paróquia São Mateus, Ponto Missionário Emanuel e Missão do Advento.
Tema: Rezar e cuidar da criação, JUNTOS.

Movimento Francisclariano e TSSF - Diocese Meridional - IEAB

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A “cápsula do tempo” fica para o Tempo

Conforme relata o livro de Reverendo Osvaldo Kickhofe, na pedra fundamental do templo, foi colocada uma urna com objetos históricos e a Junta Paroquial, em consulta ao bispo e aos paroquianos, decidiram retirar a chamada “cápsula do tempo” para marcar a passagem dos 100 anos da Paróquia. Mas, após três dias de trabalho, se constatou que era impossível retirar a urna, sem que fosse danificada a pedra fundamental. 

Em reunião entre o bispo, pároco e primeiro guardião e a equipe pastoral, se chegou ao consenso de não retirar a urna. Pela lógica da colocação da mesma, se concluiu que a intenção dos pioneiros era que ela ficasse no alicerce da igreja até que o prédio fosse demolido. 

Como não pretendemos demolir o edifício sagrado, deixaremos a cápsula do tempo para o tempo futuro. No entanto, ainda neste Ano Jubilar, numa data especial, também colocaremos uma casula do tempo contando a história das comemorações do centenário, para ser aberta em 2116.

A Festa dos 100 Anos da Ascensão

No último dia 07 de agosto, aconteceu uma grande e bela celebração na Paróquia da Ascensão, no bairro Teresópolis, em Porto Alegre
O culto foi presidido pelo bispo diocesano, Dom Humberto Maiztegui Gonçalves e foram concelebrantes no altar: os bispos eméritos, Dom Orlando Santos de Oliveira e Dom Clóvis Erly Rodrigues, o pároco, Reverendo Pilato Pereira, os ex-párocos, Reverendo Joel Soares e Reverendo Enrique Illarze Delgado, a primeira mulher ordenada no Brasil, Reverenda Carmen Etel Alves Gomes, o Reverendo Paulo Ricardo Chiechelski, que foi paroquiano na Ascensão, o pároco da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, (Católica Romana), vizinha da Ascensão, Padre Alexandre Luiz Griebler. E estiveram presentes na celebração a esposa do bispo Humberto, Reverenda Taís Soares Feldens, seu pai, Reverendo Egon Feldens (Emérito) e o Reverendo Osvaldo Kickhofel (Emérito), autor do livro do Centenário.
No início do culto se deu o hasteamento da bandeira da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB). Mas quando deveria ocorrer a cerimônia de abertura da cápsula do tempo, se deu a recolocação da placa protetora, uma vez que não foi possível remover a pedra que a protege. Textos do bispo e do pároco explicam o episódio.
Após o culto os convidados da festa puderam saborear o tradicional galeto da Ascensão.